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Prefeitura Municipal de Maracás

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Visão Geral

Visão Geral

Bandeira Bandeira do Município
Brasão Brasão do Município
  • Aniversário: 19 de abril
  • Fundação: 19 de abril de 1855
  • Padroeiro (a):Nossa Senhora das Graças
  • Gentílio:Maracaense
  • Cep: 45360-000
  • População: 24615 (estimativa)
  • Prefeito (a): (PDT)
    2017 - 2020

Cultura

Tem tradição nos festejos juninos, já tendo sido apelidada de Suíça Baiana por ser uma cidade de clima muito frio com relação às cidades do entorno.

Maracás, conforme o histórico apresentado, é uma cidade que possui traços de diferentes culturas, pois em sua formação populacional recebeu influências de diversos grupos culturais, desde a presença de índios, a penetração dos portugueses conquistando o território e trazendo com eles o negro, até a colonização dos italianos e a chegada dos alemães, estes por conseqüência da II Guerra Mundial. A diversidade de atividades e manifestações culturais locais está evidente no audiovisual e radiodifusão; cinema com salas de exibições no Auditório Municipal, Auditório do Centro de Convivência, Clube 13 de Maio – Ponto de Cultura Acordes do Jiquiriçá; culturas digitais; expressões artísticas com destaque na música, dança e literatura; a cultura popular caracterizada por uma série de ações que marcam a influência dos grupos culturais que habitaram e ainda sobrevivem no município, sendo referência para a nova geração que, através da prática e vivência de cada localidade, sustenta a sabedoria e a transmissão dos conhecimentos e valores.

Em Maracás, a comunidade do Cuscuz é reconhecida pela população como sendo quilombola, porém ainda não recebeu a certidão de autodefinição emitida pela Fundação Palmares. A Prefeitura está buscando o reconhecimento legal para declarar como quilombolas as comunidades do Cuscuz, Pindobeiras, Caldeirão dos Mirandas, Boqueirão e Jacaré.

Quanto às festividades da comunidade, algumas são de cunho religioso, como as Festas dos Padroeiros da sede (Nossa Senhora das Graças e São Roque) e festas de padroeiros em alguns povoados, sendo inclusive feriado municipal o dia 27 de novembro, dedicado à padroeira, como também, o 19 de abril , no qual se comemora o aniversário da cidade.

No povoado de Porto Alegre, algumas datas comemorativas são marcantes: a Festa de São Sebastião que ocorre no dia 20 de janeiro e a Festa do Pimentão no mês de novembro.
As festas juninas também têm forte tradição no município, embora tenham perdido algumas características. Assim, percebe-se que alguns costumes estão desaparecendo, como acender fogueira (questão ambiental), levantar o ramo, visitação às casas das pessoas para celebração e confraternização, bebendo licor e comendo iguarias juninas. Atualmente os festejos de São João ficam concentrados quase que exclusivamente na Praça do Forró.


Economia:
A sua base econômica é predominantemente, a pecuária bovina extensiva de corte, com um giro de aproximadamente quinhentas cabeças/mês. Além disso, o município conta com uma grande jazida de vanádio, que começou a ser extraída em 2014, na qual contribuirá para a economia local.

Existe ainda o tradicional cultivo de flores para exportação, facilitado principalmente pelo clima da região. Desde 2003 o cultivo é fomentado pelo Governo do Estado da Bahia pelo programa de Flores da Bahia.

Complementando sua base econômica, destaca-se a mandioca, o mel, o feijão, o milho, tomate, pimentão, melancia, maracujá e outras culturas além de sazonalmente, o café e o extrativismo de umbu. Grandes plantações de eucaliptos para produção de carvão vegetal se estendem por algumas áreas no entorno da cidade.

Um tímido comércio, aposentadorias, programas assistenciais federais e funcionalismo público complementam a renda do município.

Geografia

Maracás
Estado: Bahia
Sigla: BA
Região: Nordeste
Latitude: 13º 26' 28" S
Longitude: 40º 25' 51" W
Altitude: 964m
Área: 2444,3 Km2
Mesorregião: Centro-Sul Baiano IBGE/2008
Microrregião: Jequié IBGE/2008
Municípios limítrofes: Marcionílio Souza, Planaltino, Lajedo do Tabocal, Lafaiete Coutinho, Jequié, Manoel Vitorino e Iramaia.
Distância até a capital, Salvador: 365 km.

O município conta com a população de aproximadamente 24.615 habitantes. Destes, cerca de 38% vive no Meio rural localizada na região econômica do sudoeste da Bahia.

Situada a uma altitude de 976 metros, medida na sede do município, tem como ponto mais elevado o Morro da Contagem, com mais de 1.295 metros.

A vegetação nativa dominante é a caatinga, com predominância de arbustos e árvores de pequeno porte. Na seca, apresentam sucessão de ramos, gravetos e troncos secos, espinhosos e agrestes. Os tipos de vegetação naturais mais típicos são: Savana Estépica Florestada, Savana Estépica Arborizada e Savana Estépica em Regeneração (RIMA, p. 81-82).

A região de Maracás é berço de variada espécie de mamíferos, que vai desde animais de pequeno porte, como roedores, até de grande porte como suçuaranas. A fauna de répteis é bastante rica, com presença de quelônios e serpentes. Quanto às aves, é um dos grupos mais representativos, sendo encontradas associadas aos vários aspectos da vegetação (RIMA, p. -82-86).

Conforme os dados do RIMA/2009, a evolução das formas de relevo na região está relacionada com o entalhamento das superfícies pediplanadas, sob a influência de alterações de níveis de base regionais, moldados por uma sucessão de ciclos erosivos. A unidade mais antiga e mais elevada da área corresponde ao planalto de Maracás, com altitudes variáveis entre 900 a 1100m.

Suas terras são banhadas pelos rios de Contas, Jacaré, Palma e do Rio Jequiriçá. Os limites do município são: Marcionílio Souza, Planaltino, Lajedo do Tabocal, Lafaite Coutinho, Jequié, Manoel Vitorino e Iramaia.

Os fluxos interurbanos são realizados por meio das Rodovias Estaduais e Federais: via BA -026 que liga Maracás a Contendas do Sincorá, passando por Tanhaçu; BA – 025 que liga Maracás a Jaguaquara, passando por Itiruçu e Lagêdo do Tabocal; BR- 116, que liga o município a Vitória da Conquista, passando por Jequié, Manoel Vitorino, Poções e Planalto (SOUZA, 2008).

População

O município conta com uma população de aproximadamente 24.615 habitantes. Destes, cerca de 38% vive no Meio rural localizada na região econômica do sudoeste da Bahia, na mesorregião do Centro-Sul Baiano e na microrregião de Jequié, a 365 km de Salvador.

Clima

De acordo com o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA/2009) o clima é classificado como semi-árido. Tanto a estação seca quanto a chuvosa não são muito bem definidas na região. O período em que ocorrem mais chuvas é durante o mês de dezembro, com precipitações superiores a 90 mm. Nos meses de dezembro a março, são registradas as maiores temperaturas médias anuais, mas não ultrapassam a casa dos 22,3°C. O quadrimestre de maio a agosto é o mais representativo do inverno na região, com temperaturas médias de 18°C. A umidade relativa do ar apresenta baixa variabilidade anual, e a nebulosidade permanece estável durante todo o ano.

História

O nome Maracás está associado ao instrumento musical maracá (cilindro oco de madeira leve e fino cheio de pedras miúdas e tampado nas extremidades) que era usado pelos seus primeiros habitantes, os índios Cariris.
Em 1659, ocorreu a primeira penetração do território do município de Maracás, quando os bandeirantes portugueses ingressaram na região do Paraguaçu, rumo a Serra Geral, em busca de terras férteis e estabeleceram duro combate com os indígenas, assentando-se na região. Conforme Alves (2009), em 1617 foi retomada uma ação decisiva contra os índios, chefiado pelos sertanistas Baião Parente, Brás Rodrigues Arcão, Sargento Pedro Gomes e Gaspar Rodrigues Adorno – o mais famoso bandeirante baiano. Após derrotar os índios, os bandeirantes passaram a ter direitos sobre as terras e os índios.
Emancipada em 1855 e elevada à categoria de cidade em 1910, sofreu diversos desmembramentos do município até chegar à configuração atual. Pela lei provincial nº 169 de 19/04/1855, a capela foi elevada à categoria de freguesia. Ainda em 1855, a lei provincial nº 518 criou o Município de Maracás, desmembrado de Santa Isabel de Paraguaçu, posteriormente Mucugê, ocorrendo sua instalação no dia 05 de janeiro de 1856. A resolução provincial nº 2078 de 13 de agosto de 1880 criou no município o distrito de Jequié, com sede no arraial do mesmo nome que pela lei Estadual de nº 180 de 10 de julho de 1877 foi desmembrado e elevado da categoria de vila, a município. Em 30 de julho de 1910, por força de Lei Estadual n° 810, a sede municipal recebeu foros de cidade.
Em março de 1938, Maracás é dividida em cinco distritos: Machado Portela, Tamburi, Três Morros e Barra da Boa Vista (ex-Serra da Boa Vista). No quadro em vigor, no quinquênio 1939-1943, estabelecido pelo Decreto estadual nº 11089, de 30 de novembro de 1938, o município figura com a seguinte constituição distrital: Maracás, Juraci (ex-Machado Portela), Tamburi, Três Morros e Vista Alegre (ex-Serra da Boa Vista).
Em 1994, Maracás permanece composto de 5 distritos: o da sede e os de Ibitiguira (ex-Vista Alegre), Juraci, Tamburi e Três Morros. Atualmente, o município está formado apenas pelo distrito sede de mesmo nome: Maracás. É formado pelos seguintes povoados: Cachoeirinha, Caldeirão dos Mirandas, Capivaras, Gavião, Pé de Serra e Porto Alegre.
Os primeiros escritos que se tem sobre Maracás remetem-se aos anos de 1888 e já cita a igreja matriz como elemento importante da paisagem. Na história de formação das cidades brasileiras, é comum a presença constante da Igreja Católica, junto aos colonizadores, constituindo uma marca característica, a construção de uma praça central com uma igreja. Em Maracás, esse atributo também é presente, uma vez que a povoação teve início com a doação de uma área com uma légua quadrada (36 km²) de terras oriundas da Fazenda Água, feita por sua proprietária Maria da Paixão, para a construção da Capela de Nossa Senhora das Graças, surgindo definitivamente, nesse ponto, a atual cidade de Maracás.

Em 1944, no contexto da Segunda Guerra Mundial, 156 alemães foram enviados a Maracás, escoltados pela Polícia Militar. A cidade parecia o lugar ideal para abrigar os prisioneiros de guerra, pois, além da distância da capital baiana, o clima era favorável. A presença dos alemães teve uma importância singular no processo de construção da cidade. Exemplos são: a Igreja Matriz, que preserva a arquitetura no mesmo estilo das igrejas luteranas, a balaustrada nas proximidades da Praça Rui Barbosa e o monumento do índio maracá, no centro da praça; todos frutos das habilidosas mãos alemãs (FONSECA, 2006).

Além dessas, uma das mais grandiosas de todas as obras é a imagem de Nossa Senhora de Santana, que, atualmente, encontra-se abandonada no quintal do sindicato Rural da cidade. A imagem esculpida pelo artista plástico alemão João Bunge serviu como molde para a construção de outra que decora a Praça em Serrinha - BA. Também foram eles que puseram em funcionamento o primeiro motor a gasogênio, gerador de energia elétrica que iluminou as ruas centrais da cidade (FONSECA, 2006, p. 193).

Turismo

A 365 quilômetros de Salvador, hoje o destaque vai para Maracás, localizada no Sudoeste da Bahia. Para saudar a primavera, a cidade foi a escolhida por ser conhecida como a cidade das flores ou ainda "A Suiça Baiana" em função das baixas temperaturas. Entre as espécies de flores valem o destaque nas Palmas de Santa Rita, Orquídeas, Gerberas, além de Rosas delicadíssimas e encantadoras.

o município tem atrativos de sobra para ser mais explorado o “turismo de inverno”. “Maracás é muito rica; tem a Avenida Brasília, com mais de 100 coqueiros imperiais, uma rodovia que leva à capital federal, está crescendo e se tornando a ‘menina dos olhos’ da região.

Quem quiser conhecer a bela cidade, onde fica a nascente do rio Jiquiriçá e tem uma das maiores minas de Vanádio do mundo, pode ver, inclusive, o mais amplo cultivo de flores da Bahia.

No mais, é providenciar agasalhos bem confortáveis, tomar quentão e caipivinho (drinks típicos), além de sentir o calor humano tão comum naquele recanto que se aproxima da Chapada Diamantina.

Letra do Hino

Foi aqui no local em que se ergue
Nossa sede municipal
Que era a tribo dos índios Maracás
Guerreiros, valentes sem igual.
Teimosos na luta
Seguros no golpe
Era aqui o aldeiamento principal.

Terra de Nossa Senhora das Graças
Doada por Maria da Paixão
Teu nome guardaremos na lembrança
Mulher de grande coração
Ontem, simples capela
Hoje linda matriz
Casa de Deus e da nossa devoção.

Maracás, Maracás!
Assim teu nome nasceu
Origem de uma tribo indígena
Este nome bem que mereceu.

Teus heróis, Maracás, serão lembrados
Por teus filhos eternamente
Lutaram pra conquistar esta terra
Que é o orgulho da tua gente
Te amamos, Maracás, Nossa terra querida
Nós queremos te ver pra frente.

Com muitos metros de altitude
Teu horizonte apresenta lindas cores
Como é lindo contemplar o pôr do sol
Com seus raios cheios de fulgores
Teus campos verdejantes
Clima frio e saudável
Salve, salve, Maracás, terra das flores.

Maracás, Maracás ! ...

És famosa em pecuária e agricultura
Teu café é nossa fonte de riqueza
A mamona e também a mandioca
Aumentando a tua grandeza
As águas cristalinas
Do rio Jequiriçá
Completando a tua beleza.

Com os esforços de todos os teus filhos
Teu progresso aumentando dia a dia
O coração do maracaense
Está transbordando de alegria
Com a ajuda de Deus
E dos homens também
Tu serás o orgulho da Bahia.

Maracás, Maracás!
Assim teu nome nasceu
Origem de uma tribo indígena
Este nome bem que mereceu.

(Letra e Música de Elvira Sá)